terça-feira, 21 de novembro de 2006

Do not go gentle into that good night

Do not go gentle into that good night, Old age should burn and rave at close of day; Rage, rage against the dying of the light. Though wise men at their end know dark is right, Because their words had forked no lightning they Do not go gentle into that good night. Good men, the last wave by, crying how bright Their frail deeds might have danced in a green bay, Rage, rage against the dying of the light. Wild men who caught and sang the sun in flight, And learn, too late, they grieved it on its way, Do not go gentle into that good night. Grave men, near death, who see with blinding sight Blind eyes could blaze like meteors and be gay, Rage, rage against the dying of the light. And you, my father, there on the sad height, Curse, bless me now with your fierce tears, I pray. Do not go gentle into that good night. Rage, rage against the dying of the light.
Dylan Thomas

"He wishes for the Cloths of Heaven"

"Had I the heavens' embroidered cloths, 
Enwrought with golden and silver light, 
The blue and the dim and the dark cloths 
Of night and light and the half-light, 
I would spread the cloths under your feet: 
But I, being poor, have only my dreams; 
I have spread my dreams under your feet; 
Tread softly because you tread upon my dreams." 

William Butler Yeats (sara: na versão original é muito mais profundo...)

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

rotina, inimiga rotina

Falta-me inspiração… faltam-me emoções para poder descrever… aventuras para conseguir narrar… pensamentos para transpor para aqui… a minha vida ganhou aquela rotina que sempre temi, que jamais me imaginei ter… mas tenho, tal como a maioria dos comuns dos mortais! E já é segunda-feira… mais uma semana que vai acontecer, igual a tantas outras, diferente como nenhuma… mais cinco dias de nada de novo, de possibilidade alguma de criação… Durante a semana não tenho tempo nem paciência para mim... muito menos para quem quer que seja… Odeio o despertador… odeio a luz que me ofusca os olhos, quando os sonhos ainda se escondem por detrás deles… quando ainda é cedo demais para me abandonarem… os sonhos… a presença de quem me ama… o calor, o descanso, a falta de luz… o sono… Tenho de esperar que sábado chegue… contando minuto a minuto… para que chegue o meu sossego, a minha paz, para poder e fazer companhia a quem mais quero… para ser “eu” outra vez… Até… um dia destes!

listen and feel...

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

...

"há no mundo inteiro uma, quando muito, rua difícil de encontrar..."

artolas...

...é a palavra que melhor define os funcionários da Segurança Social...e sei o que estou a dizer!falei com 5 ou 6... e eram todos assim...ARTOLAS!!!!

RECADO

ouve-me que o dia te seja limpo 
e a cada esquina de luz possas recolher alimento 
suficiente para a tua morte 
 vai até onde ninguém te possa falar ou reconhecer - 
vai por esse campo de crateras extintas - 
vai por essa porta de água tão vasta quanto a noite 
deixa a árvore das cassiopeias cobrir-te e 
as loucas aveias que o ácido enferrujou 
erguerem-se na vertigem do voo - 
deixa que o outono traga os pássaros e as abelhas 
para pernoitarem na doçura do teu breve coração - 
ouve-me que o dia te seja limpo e para lá da pele 
constrói o arco de sal a morada eterna - 
o mar por onde fugirá o etéreo visitante 
desta noite não esqueças o navio carregado 
de lumes de desejos em poeira - não esqueças o ouro o marfim - 
os sessenta comprimidos letais ao pequeno-almoço 

 Al Berto (1948-1997)

CHEGOU!!!

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

...

"Há lugares de onde se tira a prata e lugares onde se purifica o ouro..."
(retirado de um cartão de Boas Festas...:)

Opiário

(Ao senhor Mário de Sá-Carneiro) É antes do ópio que minha alma é doente. Sentir a vida convalesce e estiola E eu vou buscar ao ópio que consola Um Oriente ao oriente do Oriente. Esta vida de bordo há-de matar-me. São dias só de febre na cabeça E, por mais que procure até que adoeça, Já não encontro a mola pra adaptar-me. E por mecanismo de desastres, Uma engrenagem com volantes falsos, Que passo entre visões de cadafalsos Num jardim onde há flores no ar, sem hastes. Ao toque adormecido da morfina Perco-me em transparências latejantes E numa noite cheia de brilhantes Ergue-se a Lua como a minha Sina. Eu, que fui sempre um mau estudante, agora Não faço mais que ver o navio ir Pelo canal de Suez a conduzir A minha vida, cânfora na aurora. Perdi os dias que já aproveitara. Trabalhei para ter só o cansaço Que é hoje em mim uma espécie de braço Que ao meu pescoço me sufoca e ampara. Por isso eu tomo ópio. É um remédio. Sou um convalescente do Momento. Moro no rés-do-chão do pensamento E ver passar a vida faz-me tédio. Fumo. Canso. Ah uma terra aonde, enfim, Muito a leste não fosse o oeste já! Pra que fui visitar a Índia que há Se não há Índia senão a alma em mim? Levo o dia a fumar, a beber coisas, Drogas americanas que entontecem, E eu já tão bêbado sem nada! Dessem Mehor cérebro aos meus nervos como rosas. Escrevo estas linhas. Parece impossível! Que mesmo ao ter talento eu mal o sinta! O facto é que esta vida é uma quinta Onde se aborrece uma alma sensível. Álvaro de Campos

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

plágio...descarado!

"Quero ter frio. As noites andam a acordar cedo demais.Antecede-se uma hora no relógio, mas duas no escritório da cabeça.Hoje em dia (mais hoje), faz-me falta obedecer a mais umas horas de luz.Duas, para ser mais preciso.O calor aperta-me o corpo em dias que eram feitos de malhas do fundo do armário e lareiras a estalar. Quero ter frio.Só um bocadinho, daquele que nos obriga a camisolas demasiado gordas.Quero ter robes depois do banho e meias quentes em vez de chinelos.A chuva só se devia fazer acompanhar de temperaturas rentes ao chão. A mais não é obrigada.Apetece-me fumegar da boca e perceber que se calhar devia ter trazido "qualquer coisa quentinha", como a minha mãe martelou pelo telefone.Quer ser sufocado por um cachecol.Queimar a barriga da lingua com chá de inverno, que só assim se chama pelo frio.E não.Escrevo-vos de t-shirt e chinelos. O fumo que me sai da boca faz-se acompanhar de demasiado alcatrão.Prefiro comer um troço da Marginal e ter o outro fumo.Amanhã sigo para o norte.Metereologia? "Temperatura prevista para amanhã no norte do país: 24 graus."Já nem digo nada. Só quero ter frio." faço minhas as palavras dele... http://corpodormente.blogspot.com/

regresso...


'Conheço a cidade, tão calma e serena 
Despertando ilusões… Saio pr’á rua, vestida de negro 
Cantando lindas canções. E até a Sé, segreda baixinho 
À lua que tão alto está… 
Que bom ver a Guarda, a neve tão linda 
E ouvir a Egitúnica cantar…'

É sempre tão bom voltar!E apesar das mudanças óbvias e perfeitamente normais, continua a sensação que nada mudou e que o nosso lugar permanece assim...nosso!

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

for you...

I shall drink one day All the tears you’ve dropped You are my night, my day You shall be always in eternity Part of my thought