segunda-feira, 24 de junho de 2019

reik'iniciada...

O que é que hoje senti ao acordar?
Como correram as primeiras horas da manhã?
E a despedida, o até logo repetidamente dito todos os dias da semana?
A viagem até ao trabalho (hoje, de comboio), foi pacífica?
O café, as caras conhecidas que fazem deste ritual o início de mais uma jornada...

Iniciei sábado passado a minha terapia, uma terapia "imposta" que inicialmente seria para a Clara... confesso que não conheço aprofundadamente os benefícios do reiki mas sinto que é para mim. Senti esse turbilhão de sentimentos na sessão em que levei a Clara para o desconhecido e foi dos meus olhos que brotaram as lágrimas que cobriram o meu rosto. E neste sábado não foi diferente. Se for assim sempre, em que "perdemos" quase uma hora em confissões e lágrimas e sinceridade absoluta, e naquela transmissão de energia boa, sei que a minha alma, o meu coração, pouco a pouco, vão apaziguar a dor e a mágoa que até hoje guardo. De tudo. Da vida. Do passado. Do presente. De mim.
Ela pediu-me para, a cada dia, transpor para o papel (ou para o meu ecrã) uma pequena frase sobre a forma como iniciou o meu dia (ou finalizou). Só assim poderei avaliar o que faz transtornar os nossos finais de tarde e as noites em que estou mais ou menos predisposta para elas... e isso, notoriamente, reflete-se no seu comportamento. Os finais de dia são sempre o espelho do que vivi nas horas que antecederam o nosso regresso a casa. É nisso que preciso trabalhar e aprender a respirar para que a nossa bolha não sofra as mutações do meu estado de espírito menos bom!
Trabalho de casa: RESPIRAR! CONTAR ATÉ 3! RESPIRAR!
Ser um bocadinho melhor a cada dia que passa...
RESPIRAR! Ter consciência de que as minhas palavras ferem, antes de pensar sequer em proferi-las. Não esperar pedidos de desculpa quando quem os deve, não conhece a dívida.
APRENDER a viver com as intempéries e deixá-las no tempo em que aconteceram.
Se nunca o fui, não começarei agora a ser rancorosa.
VIVER mais para mim e para os meus. BRINCAR mais. PENSAR menos. AMAR desmedidamente. ESQUECER o pó. ABRAÇAR sempre. VALORIZAR o que sou.
SER. SER. SER.

'There is so much peace to be found in people’s faces...'


It’s coming to pass, my countries coming apart The whole thing’s becoming such a bumbling farce Was that a pivotal historical moment we just went stumbling past? Well, here we are, dancing in the rumbling dark So come a little closer, give me something to grasp Give me your beautiful, crumbling heart Another disaster, catharsis Another half-discarded mirage Another mask slips I face off with the physical My head’s ringing from the love of the stars There is too much pretense here Too much depends on the fragile wages And extortionate rents here We’re working every dread day that is given us Feeling like the person people meet really isn’t us Like we’re gonna buckle underneath the trouble Like any minute now, the struggle’s going to finish us And then we smile at all our friends [Refrain] It’s hard, we got our heads down and our hackles up Our backs against the wall, I can feel you aching None of this was written in stone There is nothing we’re forbidden to know And I can feel things changing Even when I’m weak and I’m breaking I’ll stand weeping at the train station ‘Cause I can see your faces There is so much peace to be found in people’s faces [Verse 2] I saw it roaring I felt it clawing at my clothes like a grieving friend It said there are no new beginnings Until everybody sees that the old ways need to end But it’s hard to accept that we’re all one and the same flesh Given the rampant divisions between oppressor and oppressed But we are, though More empathy, less greed, more respect All I’ve got to say has already been said I mean, you heard it from yourself When you were lying in your bed and couldn’t sleep Thinking, "Couldn’t we be doing this differently?" I’m listening to every little whisper in the distance singing hymns And I can, I can feel things changing [Refrain] But it’s so hard, we got our heads down and our hackles up Our backs against the wall, I can feel your heart racing None of this was written in stone The currents fast, but the river moves slow And I can feel things changing Even when I’m weak and I’m breakin' I stand weeping at the train station ‘Cause I can see your faces There is so much peace to be found in people’s faces [Verse 3] It’s not enough To imagine we’ll be happy when we’ve got enough stuff All this stuff is blocking us I’m neat with no chaser I’m all spirit, but I’m sinking 'Cause the days are not days but strange symptoms And this age is our age But our age is rage sinking to beige And yes, our children are brave But their mission is vague Now I don’t have the answers But there are still things to say I stare out at my city on another difficult day And I scream inwardly, "When will this change?" I’m beginning to fade But my sanity’s saved ‘cause I can see your faces My sanity’s saved ‘cause I can see your faces [Refrain] It’s hard, we got our heads down and our hackles up Our backs against the wall, I can feel your heart racing None of this was written in stone The current’s fast but the river moves slow And I can feel things changing Even when I’m weak and I’m breaking I stand weeping at the train station ‘Cause I can see your faces I love people’s faces

quarta-feira, 12 de junho de 2019

desafogo vespertino!

40 anos feitos há mais de 2 meses e tudo se mantém. a mesma rotina. a mesma insatisfação a nível profissional. o mesmo cansaço. a mesma falta de paciência. as mesmas discussões de final de dia. o mesmo mau-humor. esqueci-me (esqueço sempre!) das resoluções que fiz para este ano. passam nuvens cor-de-rosa fofinhas por cima de tudo o que penso ou idealizo e as promessas caem no esquecimento daquele céu longínquo onde em tempos sorria muito. sorria de e para tudo, para todos, até! hoje deambulo entre o caos que deixamos em casa (imaculado na hora de saída!) e um "trabalho" que me oferece prazeres efémeros... e depois passa. passa porque os projetos terminam e até que outro inicie passam horas e dias e semanas intermináveis. e há muito para fazer, há sempre muito com que ocupar o tempo. mas faço tudo rápido. tudo em mim é impulso. e o que poderia resultar num trabalho final fantástico, é meramente satisfatório. sempre fui assim, mediana por preguiça e comodismo. inteligente sou! sempre fui. mas pensar e fazer brilhar dá muito trabalho. ou até não. mas não me apetece. não estou para aí virada. ninguém reconhece! e o meu auto-reconhecimento deveria ser suficiente mas um "obrigado" sincero e um aplauso silencioso (a gratidão está nos olhos de quem a dá, quando a dá com sentido!) sabem tão bem. é um aconchego para a alma e um reconforto para o ego. depois, no final de mais um dia vazio, volto a casa. e nesses dias em que não dou nada de mim, porque já dei, antes, a correr, estão lá elas, as miúdas que querem a mãe para brincar, o colo da mãe para matar saudades ou para curar a rabugice e a mãe não está lá. está zangada com tudo e com todos e com o mundo e com tudo o que nele habita e mexe, menos com elas. mas são elas que estão lá e são elas que pagam. pagam numa moeda que jamais conseguirei pagar. jamais conseguirei compensar. o tempo não cala nem baixa o volume dos gritos que ecoaram nas paredes da nossa casa um dia, vários dias. demasiados. e choram. mas querem abraços. e fazem birras, mas querem-me na sala, com elas, entre jogos que as fazem felizes, entre "café... com leite, mãe?!" que me preparam com todo o amor que, naqueles minúsculos grandiosos corações sentem. e a mãe chora por dentro. esmorece a cada demonstração de amor e carinho. porque não há tempo. porque as miúdas têm de jantar e, porra pá!, esqueci-me de deixar alguma coisa a descongelar de manhã. e agora é tarde. e tem de se magicar alguma coisa a que elas não torçam o nariz. e depois chega ele com ânsia de nos ver. com saudades delas e de nós. e eu não deixo que brinque porque já é tarde e elas têm de jantar e os pratos já deviam estar na mesa e a sopa no microondas e eu não sou criada de ninguém. não senhora, pá! e ele não foi passear nem andar de bicicleta (que o faz tão feliz!). esteve a trabalhar onde também não é muito feliz mas dá para pagar contas e vivermos seguros. e eu quero 5 minutos de atenção, por entre o colo que elas pedem e o prato que jaz frente a elas sem ser tocado porque já passou da hora e as birras começam o início do final de dia. que devia ser em paz. e raramente é. e a hora de deitar chega cada vez mais tarde. porque queremos fazer tudo e porque elas nos querem um bocadinho. porque passam demasiadas horas sem nos ver e aquelas escassas horas são só nossas. e deveriam ser de gargalhadas e saltos em cima de cama, de banhos a borbulhar todo o espaço em volta e de olhos a brilhar porque, finalmente estamos todos juntos. mas, porra pá!, há sempre tanto para fazer. e eu, quero que fique sempre tudo feito antes de nos dedicarmos a elas, para que quando as adormecemos juntinho a nós, possamos dedicar-nos um ao outro. e o sono? ui! e as noites sem beijos de boa noite e um "amo-te muito" porque acabámos por ficar lá, junto a elas, embalados no calor delas? tantas noites. e o sofá fica ali, vazio e imaculado. sem nós. sem amor. e o amor está lá. em nós. em mim. nele. está lá sempre, mesmo por detrás das discussões. nos dias mesmo bons, o amor cheira-se a kms de distância. e cheira bem. sabe tão bem! saudades de sermos os dois, um do outro. jamais trocaria o que temos agora. um ao outro. elas. o lar. jamais. isto, apenas isto, apesar de parecer estar longe da realidade, é real. é sentido. o amor é sentido. por elas. por ele. O AMOR É SENTIDO! O AMOR É REAL! O AMOR SOMOS NÓS!!!!!!!!


Ah.... saudades de escrever sem sentido. escrever para me libertar. para respirar melhor.
vai ficar tudo bem. só preciso respirar. e escrever.
sou feliz, sim. muito.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Life at (pre) 40s...

15 são os dias que separam o hoje daquele que será o meu primeiro dia dos 40 - 40 anos!
Número demasiado redondo para as curvilíneas da minha vida! Não estou preparada, não! Não estou crescida o suficiente para entender que tenho, de um dia para o outro, de ser obrigada a crescer! 40 anos é uma responsabilidade muito grande, mesmo para mim que já sou mãe de duas, companheira e mulher, filha de mãe, sem pai... nora com muito pouca paciência... se a falta dela fosse só nesta minha condição, muito felizes seriam os que me acompanham na vida! Sinto-me precisar de uma valente chapada de realidade, de um precipício onde não haja viv'alma para me amparar a queda! Sou mimada e mal agradecida, sou, a cada dia que passa, mais arrogante e menos permissiva, menos paciente... menos adulta!!!!! E as minhas filhas precisam de uma mãe crescida, crescida e consciente do mal que faz às pessoas mais próximas! À mãe que há quase 19 anos é também pai, que me apoia incondicionalmente e que, perante os meus devaneios de raiva acumulada, leva sempre por tabela! Aos sogros que não fazem mais porque não podem, e que aguentam, calados e tristes, quando os meus decibéis vocais se elevam para além do que é o respeito que eles merecem. À irmã mais velha, que só volta a falar comigo "quando eu crescer" - apesar de ser ela a viver nas lembranças da Ana adolescente sem regras, a alimentar-se de invejas e ciúmes sem fundamento! À irmã mais nova, que, depois de muito engolir, tem dito "já chega!" demasiadas vezes. A ele, ao pai das minhas filhas, ao homem da minha vida, ao meu melhor amigo... grito tanto! Suporto tão pouco! Trepo paredes por insignificâncias... e magoo! E choro pelas paredes do meu corpo, para mim. Para os outros sou insensível e grito porque sim, porque sou uma miúda! E para minhas filhas, essas sim, as "miúdas" que merecem o melhor de mim e nem para elas tenho paciência... e tempo! Ou tempo que não consigo arranjar porque me preocupo demasiado com refeições e pó e cotão e roupa para lavar... e o amor, caramba?! E o brincar, a partilha e o ensino? O deitar no chão com elas e rir, rir alto, rir como elas gostam e precisam! Rebolar como elas querem e imploram! Ser mãe!!!!! Não ser só a mulher a dias que tem de cuidar delas!!!!! Preciso MESMO. M-E-S-M-O, de parar. De respirar. Inspirar. Expirar. E viver! Viver com elas, para elas! E para MIM!!! E para nós! E amar! E sorrir como antes, quando as preocupações de mãe (preocupações fúteis!) não me assolavam os dias e se sobrepunham ao amor e à disponibilidade para vê-las crescer... e ser as crianças que elas precisam ser comigo!
Merda para mim com estes 39 anos! PRECISO MUDAR!!!!!!! 
É agora?! É isto que se sente aos 40?! Ou é isto que se deveria sentir todos os dias da nossa vida?!
Esquecer o pó nos móveis e os brinquedos atulhados para tropeçar a meio da noite! Sorrir mesmo que não concorde e acenar, para não melindrar ninguém. Contar até 10 antes de abrir esta bocarra sem filtro.Sorrir mais (em casa!) e refilar menos! Abraçar todos os dias (mais, muito mais ainda!!!).
É isto?! É fazer planos e promessas! Fazer contenções e sacrifícios (que não deveriam ser?!).
Acima de tudo, o meu maior desejo, é que EU volte a ser EU, sem perder a menina "crescida" que já sou! Posso voltar a sorrir como antes? Se quiser, se fechar os olhos e sentir que esse é o meu maior desejo, voltarei sim!
Se os 40 nos trazem esta clarividência (mais que evidente há demasiado tempo), então, sejam muito bem-vindos, sim?
E abraço-vos agora, antes que estes 15 dias cheguem demasiado fugazes e me esqueça do que escrevi agora... não há desculpa!

Até já, número redondo!!!!! GROW ME UP!!!!!!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Feliz 2019

Resoluções para o novo ano:

- ser mais paciente com as miúdas (e com o pai delas)
- amar (mais ainda!) as miúdas (e o pai delas!)
- ter mais disposição para sorrir e menos para gritar pela manhã
- ignorar ou fazer "ouvidos moucos"
- acreditar mais em mim
- ir à piscina - pelo menos - uma vez por semana (a alma fica mais leve!)
- acreditar mais nos outros
- tirar - pelo menos - uma noite por mês sem as miúdas, para namorar
- tirar - pelo menos - meia hora por mês para arranjar os caracóis!
- voltar a COZINHAR - pelo menos - uma vez por semana. Fazer comida é chato!
- beber um copo (ou 2) de vinho ao jantar :)
- trabalhar com motivação
- procurar (com olhos de quem procura mesmo!) trabalho (algo que me faça verdadeiramente feliz!)
- ignorar pó nos móveis e cotão no chão
- brincar mais com elas
- brincar mais com ele
- ver mais séries no sofá debaixo da mantinha (pés com pés!)
- comer o que me apetece sem engordar muito!
- sorrir mais para as pessoas (VOLTAR a sorrir mais para as pessoas!)
- comprar - pelo menos - uma peça de roupa nova por mês (se não for para mim, pode ser para as cachopas!)
- voltar sempre ao mar uma vez por ano (pelo menos!) e desenhar o nosso nome na areia e fazer castelos e preguiçar!
- deixá-las provar de tudo sem me aborrecer com isso
- acreditar mais em quem está por perto
- agradecer o sol, dia após dia
- dizer "amo-te muito", todos os dias, a elas e a ele
- dar abraços (voltar a gostar de dar abraços!)


É isto. Lembrar-me-ei de mil coisas mais a caminho delas. Se conseguir fazer metade das coisas que escrevi, já sou feliz! :)

P.S - lista para atenuar dias de caca!

Até já** 

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Na cama é que estava bem!

Cartas. Facebook. Conversas parvas. Pesquisas inúteis. Sentimento de incapacidade. Subaproveitamento. É isto. É esta a minha vida durante as 7 horas em que tenho de me manter sentada em frente a um computador. Não tenho autorização para me ausentar, porque posso ser "precisa". Às vezes fujo, vou ao café, saio 5 minutos mais cedo e vou dar umas braçadas. Saio 10 minutos mais cedo para não ir buscar as miúdas quando a noite já é cerrada... parece sempre que, durante os meses mais frios, a hora de deitar chega mais cedo e não as aproveitamos como no Verão!
É isto. A minha vida resume-se a isto. A esta falta de motivação.
Tenho trabalho para fazer, sim. E faço-o num instantinho, intervalando com vários dias enquanto aguardo mais instruções. Há pessoas assim. Que não dão trabalho com receio de que os outros usurpem o trabalho deles. Não o quero! Só quero dar o meu contributo, ajudar. Só quero trabalhar, basicamente. E sair, à hora a que todos saem, com a cabeça leve e o sentir de dever cumprido. Isso não acontece. Não tem acontecido, não. Logo, as miúdas é que levam sempre com esta frustração que carrego comigo até casa... e não é justo! Depois chega o pai, e leva com o mau humor já repenicado pelas birras que me tiraram do sério antes de conseguir pô-las a jantar. E não é justo. Nunca é justo. E continuam os gritos, o mau humor e as lamurias! Se há remédio?! Sim. Sacar fortemente de um vernáculo cuidado e atingir o alvo no meio da tromba... ou ir embora. É isto. E noutro qualquer sítio iriam desvalorizar-me da mesma forma, porque em todos os sítios há pessoas intragáveis e execráveis. Há pessoas práticas. Há oportunistas. E há pessoas boas, como aqui. Mas essas não mandam. Só acatam. É isto.
Posso mudar e acomodo-me porque, até certo ponto, é-me confortável e dá jeito. Mas acaba. Daqui a poucos meses termina e não sei se renova. Nunca sei. E nem sei se quero. Também não sei o que quero e isso de muito pouco me vale. Na minha vida gosto das minhas filhas, do pai delas, da minha mãe, das irmãs e dos sobrinhos. e nem estas pessoas eu trato bem, ou trato como elas mereceriam ser tratadas. Conto pelos dedos de uma mão os amigos verdadeiramente fiéis que ainda me acompanham e isso é-me suficiente. dou-me bem com muita gente, porque na rua, sou simpática e serei sempre uma "fixe". Gosto da minha vida pelas pessoas que nela habitam. Mais nada. Cada vez menos gosto dos floreados e das hipocrisias a que assisto diariamente. A amizades de circunstância, frases feitas e sorrisos falsos. Nojo. Metem-me nojo e dão-me azia. É isto. 
E eu que amava e sorria tanto à vida! É isto.
Hoje deu-me para isto. Podia dar-me para melhor. Saudades de voar para trás do volante e ir respirar Gardunha. Já nem essa é de todos. Bah!
Falta pouco mais de uma hora para ir buscar a razão porque sorrio. Elas sim. Fazem valer tudo a pena.
Até.... àquele dia em que acordar mesmo mesmo bem disposta para não escrever disparates!
Chuac!



sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Tantos dias e tantas coisas passaram desde a última marca que deixei aqui!
A mais importante é que fizeram 2 anos! 2 anos de mãe, de pai, de vocês! 
Há 2 anos sabia lá eu o que a vida me iria reservar! Sabia lá eu o que era amar para além de mim, para além de nós (de mim e do pai!), para além da vida! E amo! Amo-vos tanto que dói! E dói ver-vos crescer e ver o tempo, os nossos dias escapar-me por entre os dedos das duas mãos, por entre os meus braços que começam a fraquejar quando o mimo de ambas grita e querem o colo da mãe! Ainda consigo (e conseguirei, caramba!) passear-vos ao colo pela casa e parar em frente ao espelho e ver os vossos olhos brilhar e o sorriso a abrir-se pela imagem espelhada e pelas músicas que roubei à infância para partilhar com vocês! São tão bonitas, vocês!!
E eu... velha e resingona! Passamos momentos tão bons! Manhãs de ronha, sorrisos e descobertas, festas na cara, saltos em cima da cama! Abraços e beijos cada vez mais deliciosos, mais nossos! Palavras inventadas que só nós percebemos e expressões e manhas e frustrações que só nós curamos! E a mãe, esta mãe que escolheram para ser a vossa (acredito que os bebés nos escolhem, sim!) não tem paciência para ninguém! E se o resmungar fosse só a minha arma de defesa, ninguém iria sair magoado, como sai. Grito, critico, grito, desvalorizo, grito, faço cara feia, grito, reviro os olhos, grito, não elogio, grito... grito tanto!!! E já não sei falar, não! Porque, para mim, vocês são o mais importante do mundo e tudo o que eu digo sobre vocês tem de ser ouvido e lembrado por todos! E todos os outros têm vida! 
Desculpem a mãe! Desculpem a mãe quando os gritos acabam também por vos atingir quando vocês não merecem! São tão pequeninas e indefesas que não merecem nada desta falta de tudo que a mãe às vezes tem e sente e transparece!
Mas a mãe ama-vos muito! Mesmo quando não nos deixam dormir uma noite inteira colados um ao outro como antes (agora dormimos colados a vós! :) ), mesmo quando as vossas birras me tiram do sério e a mão se levanta para vos assentar a fralda! Mesmo quando me obrigam a contar até 20 e lembrar-me que em tempos também tirava a avó do sério (pobre avó!). Tudo passa quando chegam os momentos que ninguém nos tira! E os abraços e beijos que ninguém iguala! Vocês são para mim únicas no mundo, como o meu amor é único por vocês!!!!!

Parabéns Alice & Clara por existirem e fazerem de mim a Mãe (tão bom sê-lo!!!) mais feliz***


"Podemos achar que já amámos alguém. Mas depois chega quem nos faz entender que afinal não era amor. Que afinal era assim um gostar quentinho, mas não era amor. Que era um sítio confortável, mas não era amor. Era um estou-aqui-mas-podia-estar-ali. Era assim qualquer coisa a que nos habituámos. Era.
Depois vem quem nos tira o chão. Quem nos inquieta a mente. Quem nos troca as respostas que tínhamos para a vida. Quem nos faz olhar com outros olhos. Quem nos faz descobrir cheiros e ansiedades. Quem nos faz desinquietar a vida. Descobrir o vazio da falta do outro. Quem nos ensina a urgência e a saudade.
Isso é amor. Quente. Avassalador. Eterno. Não traduzível em palavras.


"O amor é só uma palavra, até o dia que conhecemos alguém que nos dá a definição completa."

terça-feira, 22 de maio de 2018

passam os dias... passa a vida... por nós!

Passam-se demasiados dias, meses até!, sem que sinta necessidade de escrever... ou sem que haja tempo suficiente para o fazer! Estou tão absorta em tudo o que a rotina me obriga, que me sinto consumida para tudo o resto... e esqueço-me de MIM! Estou mesmo, mesmo mesmo mesmo esquecida do ser que sou, ou que fui ou lá o que era! Há dois anos atrás (ou há três que há dois já rodopiava todos os dias até àquele quarto branco que precisava ficar imaculado para as suas novas habitantes!) não era mais feliz, mas era mais minha amiga e hoje não... hoje vivo por e para elas (e sempre para ele!) e eu fico à margem de mim, à margem de tudo, porque sim! Porque ser mãe é isto mesmo, ou para mim é esta a definição de o ser! Elas em primeiro lugar, sempre! Elas juntinho a mim, SEMPRE que a vida me permite! E a cada ausência, a cada noite em que não as adormeço, a cada fim de dia em que não começo verdadeiramente o dia, no momento em que as levo para casa, é como se um bocadinho de mim se apagasse, porque quero sempre eternizar TODOS os momentos em que nos damos umas às outras, em que a casa é só nossa até o pai chegar de mais um dia e o nosso dia ficar completo e mais feliz! E todos me dizem para aproveitar as ajudas, para descansar, para respirar sem elas... mesmo que o ar me falte!!!!
E tenho saudades de mim, de estar comigo, de comigo desabafar ou refilar ou discutir! Tenho saudades de pensar em mim e de me preocupar comigo, de me auto-criticar ou de (embora raramente) me achar fantástica! De me olhar ao espelho e perder tempo - só porque também mereço!
E não, não tenho o direito de me queixar se o tempo que não me sobra, é porque não o quero partilhar com outros... ou porque com outros não as quero partilhar!

Ser mãe é isto, sim - é viver para elas! Ponto. Sou feliz assim! E elas também! Os outros... é isto.




sábado, 27 de janeiro de 2018

Corredores sem fim...

Ninguém nos prepara para isto da maternidade! Nada! Nem a vida, sequer!
Quando o ventre se enche de vida e a pele fica mais bonita, quando já não vemos a ponta do atacador para apertar os sapatos e tudo o que queremos é dormir e comer como se não houvesse amanhã... por alguma razão que desconheço, esquecem-se de nos dizer que a vida de mãe (de pais!) não é o mar de nuvens fofinho onde eles crescem intocáveis e protegidos e nada de mal lhes acontece porque a nossa mão lhes vai sempre amparar as quedas e os medos maus! Só que não!
Depois de nascerem, quando troquei o quarto de hospital pela casa que decorámos e levei uma, percorri demasiadas vezes os corredores deste hospital para tocar a uma campainha e dizer todos os dias "é a mãe da Clara"... Hoje já não há botão de campainha para me deixar entrar... mas a Clara voltou para uns metros mais à frente daquele casulo protector de bebés minúsculos... Voltou para um quarto de meninos maiores! É a terceira noite que vamos dormir longe do pai e da mana. E se há quase 18 meses o meu coração se apagava em cada vai e vem de estrada porque deixava ora uma, ora outra... agora evade-se do meu corpo e por momentos adormeço a mãe em mim atrás do volante e viajo em piloto automático por uns minutos! Hoje já não tenho a fragilidade de um parto precoce e uma separação forçada! Hoje tenho quase 18 meses de maternidade! Tenho esses dias todos de vida delas junto a mim - das duas juntinho uma da outra! Da cumplicidade que se vê crescer entre elas, dos abraços sentidos que já nos dão, das lágrimas de nos verem sair porta fora porque as estamos a "abandonar"... e é sempre o que sinto em cada vai e vem de estrada sem noção da quantidade de vezes que tenho de repetir! E estou exausta! O corpo aguenta... a alma dói! Não é o coração! A alma entrega-se à dor sem pudor algum e leva-nos às lágrimas como uma entrada em cena de uma peça de teatro mal argumentado sem tempo para o correr das cortinas! A alma deixa-nos nuas... É o que sinto quando passo (sem passear!) pelos corredores da pediatria e vejo as outras mães, com os seus filhos, sem olharem nos olhos das outras mães que têm os filhos nos quartos ao lado, nos quartos em frente! Aqui estamos entregues a eles e eles a nós. Cada quarto é o nosso mundo, o mundo provisório que temos de manter limpinho e seguro para nos deixarem sair rápido que aqui não é vida para ninguém, não senhor! 
E o lugar de cada filho deveria ser em casa, na casa dos pais, no colo das mães, na segurança que a família representa! 
Aguenta, filha! Em breve deito-te nos lençóis de nuvens cor de rosa e a mana acorda-te da preguiça com o habitual e sonoro "Cáaaaaaaa"... e somos os 4 mosqueteiros juntinhos outra vez! 
Ah! Já te disse que só te desculpo estares doente porque só assim te aninhas no meu peito como agora, neste momento? E estes minutos são só nossos, aqui, no pequeno mundo de onde sairemos em breve...

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Dias...


...e num ápice, como já tem sido habitual na movimentação dos dias nestes últimos 400 e alguns, estão quase dois meses passados desde que a nossa vida mudou! Pausei (ahahahah!) durante três semanas porque a escolinha fechou e quis ficar com elas porque desconheço o que o futuro me reserva e este verão era para elas... para nós... como gostaria que todos fossem! 
Nestas três semanas vi-as crescer de uma forma assustadora! Já não passava 24 horas multiplicadas por 27 dias seguidas com elas desde que as deixei o primeiro dia na casa que é agora a segunda delas! E é tudo tão mágico... como extenuante! E precisam cada vez mais de mim, de nós! De atenção e mimo, de muito colo e repreensões (porque acham que já são crescidas o suficiente para se darem ao direito de soltar gritos estridentes quando a "vida não lhes corre bem")! É tudo tão enriquecedor... como desgastante! E os braços doem porque agora, mais do que quando AINDA eram bebés pequeninos, me querem as duas em simultâneo... e para além da dor física, fica a mágoa por o meu corpo não se duplicar, como elas se duplicaram dentro de mim - para as poder albergar na minha toca e protegê-las de tudo e curá-las de tudo e dar-lhes O colo que raramente dou porque, INDEPENDENTEMENTE DO QUE TOOOOOOOOOOOOOOOOOODA A GENTE PENSA, quando o meu colo abraça uma, o meu coração está SEMPRE preenchido com a metade que a outra ocupa! Não amo mais uma do que amo a outra, não tenho preferências - NUNCA TIVE! A vida permitiu-me ter uma todos os minutos do dia mais cedo do que a outra teve oportunidade de abandonar a casa de vidro onde foi obrigada a viver depois de deixar o meu ventre cedo demais... ambas o deixaram cedo demais! E eu não estava preparada... nem para deixar de as sentir dentro de mim, nem para não poder senti-las ao mesmo tempo! Mas o amor que sinto é dividido equitativamente por ambas! Nem mais, nem menos! E se alguém pensa de forma diferente - que vá plantar árvores em África onde possam crescer os macaquinhos que habitam nas suas cabeças! Se uma sempre deu mais trabalho e, como tal, precisava de mais atenção, não significa que a outra tenha sido preterida! Se não dei (OU NÃO DOU!) a mesma quantidade de colo a cada uma, é porque a mais difícil é sempre passada para os meus braços (SEM EU PEDIR) porque "ela quer a mãe!", porque "já viu a mãe", porque "a mãe é que a acalma!"... e sim, se já passou mais de um ano a ser passada para os braços da mãe, são os braços da mãe que ela prefere SEMPRE, mesmo que a mãe se sinta uma merda por ver os olhos e o corpo da outra a querer saltar-lhe para o colo e não poder... porque ninguém consegue "domar a fera"! Não tenho de me justificar a ninguém! Este é o meu livro! MEU!!!!!!!!! Se eu quiser usar vernáculo, problema meu! Se isso causa problemas a alguém - estou-me a marimbar DE ALTO para isso! Não me chateiem nem julguem (pelas costas!)! Se eu ofender ou incomodar alguém ou se causar mau estar, DIGAM-ME! Não tirem ilações das minhas atitudes como se me conhecessem ou conhecessem as minhas filhas... PORQUE NÃO CONHECEM!!!!!! E jamais vão conhecê-las, não PORQUE EU NÃO DEIXO OU PORQUE SOU UMA CABRA EGOÍSTA, porque os vossos olhos cegam e os vossos ouvidos se fecham quando sobre elas surgem conversas sérias sobre o que elas fazem ou como elas agem... de tétés estou FARTA!!!!!! Não quero atenção para mim, quero atenção SOBRE ELAS! Mas esta situação, depois de um ano passado, não vai mudar! E jamais irá mudar enquanto os envolvidos (eu incluída!) não se sentarem juntos a conversar (sim, depois de EU aprender a conversar e a fazer com que as pessoas deixem de me ouvir e não me respeitem!!!!) e, adultos como são, serem SINCEROS!!! Detesto sorrisos forçados e cinismo! Não consigo esconder o que me incomoda ou magoa... NÃO!!!! Nunca vou conseguir porque não sou feita dessa matéria hipócrita que molda muita gente! Sou o que sou e cada vez mais sinto que só tenho amor para dar às minhas filhas e a mais 3 ou 4 pessoas que fazem parte da minha vida! A quem me deu vida (e que amo tanto!!!!) - e a quem eu trato cada vez pior porque "não seria justo não a tratar de forma igual", às manas com quem cresci - uma das quais que pouco ou nada me diz (triste, mas verdade!) e a outra, que é talvez a melhor pessoa que conheço, e para quem não tenho o tempo e a calma que deveria ter! E a ti, que me abraças todos os dias... e que vejo fugir-me por entre os dedos a cada desilusão que eu provoco! E estou tão cansada DE TUDO! De tudo o resto! MESMO! TANTO! Desculpa... não consigo ser outra pessoa, não consigo sorrir porque me (NOS!) ajudam... não consigo, DESCULPA! Não consigo esquecer porque tudo tem um princípio... e o desta história fragilizou-me demasiado! E nunca vão perceber o quanto porque nunca quiseram saber! 
Talvez o tempo me amoleça o coração (como acontece às pessoas "normais" quando se tornam mães - e como mãe tenho o coração mais amanteigado do mundo - mesmo que não te apercebas disso!), mas neste presente é pão seco... que nem torrado fica comestível! Perdoa-me! Perdoa-me isto! O que mais me magoa é ver que te magoo! Mas não consigo... E ninguém tem culpa! A culpa é inteiramente minha por não conseguir dar um rumo natural às coisas! E eu sou tão natural com elas e contigo (E FELIZ!), mas a minha naturalidade para com os outros... é FRIA e FEIA... é NATURAL!

Hoje estou assim... os olhos estão pesados de sono e de necessidade de lágrimas soltas que preciso agendar para este dia! Se não for possível, engulo-as! À frente delas, NÃO! Estou triste e a precisar de um abraço forte... estou sozinha num gabinete com uma vista deliciosa... mas vazio! E é assim que hoje me sinto. 

Até um dia... quando a Ana quiser!



quinta-feira, 27 de julho de 2017

Depois dos 38 feitos disse que voltava...

...e voltei! Só porque o prometido devido é... só porque a vida sofreu algumas alterações nos últimos dias (que me parecem já semanas!), só porque tenho algum tempo livre para o fazer (porque não estou em casa... ou haveria pó que só eu consigo ver e outras demais lides domésticas para executar!)
Comecei a trabalhar... no sítio de onde nunca quis sair, para onde quis sempre regressar! E agora estou aqui, entre a felicidade de finalmente ter uma rotina e vida próprias, de não ser sempre a mãe e dona de casa que não sossega nem deixa sossegar... e a culpa por não ter as miúdas mais cedo no meu colo, de ter tempo para brincar com elas no final do dia (e ainda só passaram três dias...) e a casa a encher-se de pó... que só eu consigo ver!
E por ser tão recente ainda esta mudança na minha vida é que ainda não sei lidar muito bem com tudo isto... há mais de um ano em casa, a preparar-me para a chegada delas, a tê-las pertinho de mim, a levá-las ao infantário pequeninas e a tê-las comigo poucas horas depois... a ser mãe! Ainda sinto que é a única coisa que sei fazer - ser mãe e cuidar da casa para que elas estejam seguras e limpinhas e protegidas e longe de bichos maus! (inocente, esta Ana que viveu tanto tempo longe do mundo real!)
Daqui a um mês pensarei de forma completamente diferente e será esta a nossa rotina, como é a de tantos outros pais perto e longe de nós! 
E prometi que voltaria depois dos 38 feitos... antes de elas fazerem um... UM ANO!!!!!
Um ano que passou a uma velocidade estonteante com mais informação, emoções, descobertas, adaptações, aflições, desespero e alegrias do que poderia algum dia imaginar! É tão enriquecedor como desgastante, esta maravilha de ser mãe de duas! É descobrir que é possível amar duas pessoas exactamente da mesma forma (e elas são TÃO diferentes!), é sentir um amor capaz de nos fazer explodir o peito... é preocupar-mo-nos com a que adoece e sentir que estamos a descurar os cuidados com a que dorme ali ao lado! É tomar a mais rabugenta nos braços porque naquele momento só o colo da mãe a acalma e sentir outros olhinhos postos em nós com ar de desilusão porque o seu corpo também precisa do meu calor e os meus braços já não aguentam muito tempo com as duas em simultâneo (nem elas gostam de me partilhar!)! É ir buscá-las e querer chegar a casa para perdermos horas a brincar (e elas gostam tanto que brinquemos juntas!) e pensar no que há para fazer... e que tem de ser feito! É sentir que não dou atenção suficiente a cada uma, que não as mimo na quantidade suficiente, que não me dedico como elas precisam... como seres individuais que são! E são tão diferentes, as minhas filhas... e olho-as com admiração por isso! Por tê-las tido dentro de mim durante quase 8 meses, juntinhas, respirando o mesmo ar apertado... e serem assim! Cada uma com a sua personalidade já vincada, cada uma com as suas manhas e birras, cada uma com a sua forma peculiar de nos fazer um carinho e nos provocar sorrisos largos sem nos darmos conta (e, também, nos fazerem perder as estribeiras e a paciência... cada uma ao seu jeitinho único!)
A três dias de as ter a completar o primeiro ano olho para trás e já não me recordo de as ter minúsculas nos meus braços (a Clara cabia-nos na mão!)... há momentos que se desvanecem para dar lugar a outros mais recentes... precisava de muito mais espaço na memória para me recordar de tudo... e um bypass no coração para armazenar tantas emoções! É uma aventura diária, é a certeza de que somos capazes de gerar vida e dar-lhe continuidade, de que somos aptos a amar para além de nós mesmos e passarmos para segundo e terceiro planos porque elas são o centro da nossa vida! É continuarmos a olhar um para o outro (depois de inúmeras discussões que temos quando o cansaço se apodera e as opiniões divergem - a mãe é que sabe SEMPRE tudo!) e sentir o amor que permanece e se multiplicou neste último ano! É sentir-nos felizes namorados como antes (com muito menos intensidade... senão o tal bypass teria de me habitar na caixa torácica!).
É tentar esquecer que as tiraram demasiado cedo de dentro de mim e lembrar-me que estão seguras nos meus braços agora. É tentar apagar o desespero sentido naqueles 10 dias numa casa que foi nossa durante esse tempo, das lágrimas, da fragilidade, do silêncio, de não poder pegar-lhe ao colo mais que uma vez (em 10 dias!!!) e sentir-me deambular por aqueles corredores, da felicidade de ter a irmã juntinho a mim... e não poder ter as duas a aquecer-me o colo todas as noites...
Mas são essas as memórias que também guardo, porque fazem parte da história delas!
Agora tudo isso me parece longínquo... só que há aquelas alturas! Agora tudo está bem e ainda ontem lhes cantei ao ouvido, ao mesmo tempo, e me passeei com as duas ao colo pela casa, porque ambas precisavam dele... e ele, o meu colo, estará sempre pronto para lhes acalmar as dores ou lhes curar as birras! Que não me fraquejem as pernas nem os braços me doam... e que o meu coração se mantenha enorme para lhes acolher todos os bens e os menos bons!
(tenho de reaprender a escrever... como antes, quando chegar ao final da página em espiral era supersónico... e tão natural!)

Voltarei... depois da primeira vela apagada!
até já... até sempre!

sábado, 8 de abril de 2017

Passo a passo, juntas!*

Os meus pés, os nossos pés... juntas caminharemos! E a minha mão (e o meu colo!) estará sempre estendida para vos agarrar com força, minhas filhas! ❤
Do alto dos meus 38 anos... sou tão feliz! Grata pelo colo cheio e pelos sorrisos com me presenteiam em cada despertar! Pelo brilho dos vossos olhos, por todas as descobertas diárias! Pelo amor que cresce como vos sinto crescer todos os dias! E a vida é tão fugaz... que ela nos permita aproveitar o tempo! Que me permita ver-vos florescer com os anos!
Eternamente vos amarei,
A mãe*