segunda-feira, 28 de março de 2011

até...

"Será que escrevo mesmo! Ou penso que escrevo!... Será que alguém escreve sobre mim! E muda o "guião" consoante o estado de espírito em que se encontra! Sinto-me manipulada por um executivo qualquer que depois de chegar a casa do seu enfadonho emprego das 9 às 5, abre a página do seu blog, e me reinventa e destrói...no teclado desta coisa virtual a que chamo de vida..." Carlos Pimentel ....
é assim que também te sentes, não é? também eu.... devido às tuas constantes indecisões....deixei de viver um dia de cada vez (como me forcei a viver há muito tempo) e tenho vivido expectante do dia seguinte...da semana seguinte...do mês que não vejo chegar....porque já esperava por isto desde o dia em que me disseste "deixa-me tentar de novo....de vez com toda a nossa força"! força...que sempre tive...que nunca tiveste...que no fundo eu sempre soube que jamais irias ter! e....desisto! desisto aqui de tudo! desisto porque não posso, não quero e não vou sofrer mais! estou a adiar a minha vida por alguém que deixou de saber viver....e podíamos ter vivido tanto! e chega! e basta! não aguento mais! prometeste que não voltarias a magoar-me...e magoaste....e eu prometi que desta vez não iria ser tão compreensiva...e não vou ser! porque já compreendi e aceitei demasiado! porque compreendi e aceitei todos os teus ciúmes ridículos, todas as tuas incertezas, todos os teus momentos de reflexão...de introspecção...de saudosismo...todas as tuas vacilações....e mesmo em todos esses momentos, queria apenas aproveitar cada pedacinho de tempo que me dedicavas....nesses momentos, queria apenas absorver-te e tentar acreditar que eras só meu, como te sentia quando nos dedicavamos sinceramente em cada toque, em cada gesto, em cada palavra, em cada olhar....mas nunca foste meu...nunca foste dela...nunca foste sinceramente teu! precisas limpar-te, sim! mas da vida! não de ninguém!!!! precisas encontrar respostas....SOZINHO! sem medo do amanhã....porque o amanhã, o incerto amanhã só será o que fizermos dele! e digo-te adeus, sim....digo-te adeus com todo o amor que sinto....com todas as lembranças de todos os momentos em que fomos um do outro...antes que te odeie por todos os momentos que me prometes sempre inconscientemente (porque sempre falamos com o coração) e que jamais terás coragem para pôr em prática! e digo-te adeus! não até já...não até sempre....porque o sempre é demasiado longínquo...porque os 15 minutos antes do sempre acabar não existem! o que existe...somos nós e tudo o que nos envolve! e nós, meu amor....não podemos existir neste mundo! nunca pudemos e andámos a brincar a casinhas que jamais serão nossas....vais viver sempre dentro de mim....vais existir sempre como o grande amor que não permitiste ser vivido em pleno....e não vou mudar com tudo isto....não vou deixar de sorrir, não vou voltar a fechar o meu coração para o mundo...e agradeço-te por me teres feito voltar a acreditar que tenho tanto para dar....e darei! PROMETO que darei tanto de mim como aprendi a dar-te....
amar-te-ei para todo o sempre....
sê feliz!!!!****

quarta-feira, 23 de março de 2011

O Amor é o Amor

O amor é o amor — e depois?!
Vamos ficar os dois a imaginar, a imaginar?... 
O meu peito contra o teu peito, cortando o mar, cortando o ar. 
Num leito há todo o espaço para amar! 
Na nossa carne estamos sem destino, sem medo, 
sem pudor e trocamos — somos um? somos dois? 
espírito e calor! O amor é o amor — e depois? 

 Alexandre O'Neill, in 'Abandono Vigiado'

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

para ti...MEU AMOR!

Mais de um ano passou sem sentir necessidade de transcrever os reflexos da minha alma... porque estava morta...porque nada fazia sentido... porque ao longo do caminho da minha existência deixei de encontrar motivos que me fizessem esboçar um sorriso... daqueles sinceros... sentidos... que fazem transparecer toda a felicidade que nos inunda o coração... até os nossos caminhos se terem cruzado... e passares a fazer parte de mim... jamais tinha posto a hipótese de voltar a abrir o meu coração, o meu coração magoado, a minha alma danificada... o meu ser conspurcado por todas as lágrimas derramadas e todas as desilusões sentidas ao longo da minha vida... mas, sem o saber, continuava viva... para o mundo... para o sol... para a lua... para ti! Apareceste do nada... qual peter pan de história encantada que nos faz ter vontade de sonhar, de nos agarrar de corpo e alma a uma vida que sentíamos perdida... tu és assim, meu amor, minha alma gémea... quem me faz acordar de sorriso largo... quem me abraça e me faz sentir protegida... quem me olhou a primeira vez iluminada pela lua e sentiu...sentiu o que eu senti! E voltei a acreditar que o amor é mágico... que é possível voltar a sentir como sinto, como sentimos, meu amoR! Como nos entregámos, sem promessas, sem ilusões, sem pressas, sem pedir nada em troca... apenas a retribuição do que partilhávamos no nosso mundo... nas quatro paredes que sempre nos protegeram... nos segredos que aí permanecem... nos cheiros que não desaparecem... nos sentimentos que não sinto esvanecer... porque crescem e se tornam mais poderosos e sinceros a cada dia em que nos damos um pouco mais... com tempo... sem demoras... a cada abraço interminável em que somos apenas um do outro... de mais ninguém... a cada palavra que trocamos na “nossa casa”... onde tudo começou... a cada “gosto-te” que jamais me cansarei de proferir... e um dia dissemos até sempre... iluminados pela mesma lua que nos apresentou... protegidos pela mesma árvore que nos abrigou... sentados no mesmo banco em que, timidamente, nos aproximámos... onde o nosso amor ficou gravado... para sempre... e foi mais forte, mais forte que a vida... mais forte que nós... e voltámos a ser um do outro... porque um amor assim, meu amor, não pode desaparecer tão cruelmente... não estaríamos a fazer justiça ao AMOR se deixássemos de fazer parte da vida um do outro... e sinto... em mim... e sinto... em ti... que não morreremos... que não deixaremos de nos amar.. porque lutámos... porque não desistimos... e sinto... e quero...e espero... um dia... poder acordar ao teu lado... com os teus olhos postos nos meus... envolvida pelo teu abraço que me aquece a alma... e dizer que te amo... com toda a sinceridade que transborda do meu coração... desde o dia em que começámos a nossa história de amor...


nós não existimos neste mundo... nós existimos na eternidade... na eternidade um do outro... * soulmates never die *

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

...

saudades de ter inspiração para escrever... não falo... não escrevo... não sonho... não imagino... não vivo!

segunda-feira, 30 de março de 2009

o tempo passa... e como...

Faltam 3 dias… apenas e somente 3 dias para fazer 30 anos… dito assim parece ser uma coisa terrível! E para mim é-o! Sempre foi! Sempre foi um pesadelo acrescentar mais uma cruz no calendário da minha vida, da minha existência que rotulo de sem sentido, de incompleta porque sempre deixei tantas coisas inacabadas, tantos momentos por viver… sempre tive medo de me aventurar, de arriscar, de me atirar de cabeça para o desconhecido e agora, agora que tudo aquilo que deixei de viver não pode ser mais vivido, é que me arrependo. Agora é que me vejo a olhar para trás com mágoa, com arrependimento de nunca ter tido coragem para viver o que queria viver a seu tempo. Esses momentos não têm mais volta, não teriam o mesmo significado se pudesse vivê-los agora. Olho para a minha vida presente e sinto que não tenho nada… estou sozinha nas quatro paredes que decorei para nós… estou só na vida que construí contigo… estou perdida em lembranças que jamais te irão trazer de volta… porque assim o quis, porque decidi pôr um ponto final em tudo, na nossa vida, na nossa história… Agora sofro por outros caminhos, por um passado que voltou a assombrar-me… por lembranças em que mexeste… porque sabes que mexes sempre comigo, nos breves momentos que passamos juntos, nas poucas palavras que proferimos, nos imensos olhares que trocamos… mas eu digo sempre que não… tenho medo de ti… tenho pavor de mim quando estou contigo… tenho receio de não ser perfeita, de te desapontar… e és sempre tu quem me desaponta… és sempre tu que partes sem olhar para trás, sem nada… apenas porque não sou tua quando tu queres… apenas porque já não me conheces e insistes em dizer que eu não mudei… e mudei! Mudei tanto, meu amor! Mudei para pior, muito pior! Agora tenho medo, vivo rodeada de medos, medos que não consigo combater porque já caí tantas vezes, já me magoei tanto que julgo não ser capaz de aguentar mais dor… já sofri tanto que não consigo confiar em mais ninguém… muito menos em ti, que sempre foste tão teu, teu egocêntrico, tão independente! Sim! Tu sempre tiveste medo de te entregar, não um medo igual ao meu… mas o pensamento de que um dia poderás ser apenas de uma pessoa, aterroriza-te, deixa-te em pânico… conheço-te tão bem… tão bem que preferia não te conhecer… Até qualquer dia… depois dos 30, provavelmente…
“Não tenho medo de morrer… tenho pena de deixar de viver.” N. Breyner

terça-feira, 4 de novembro de 2008

até quando...

Até quando terás, minha alma, esta doçura, 
este dom de sofrer, este poder de amar, a força de estar sempre – 
insegura – segura como a flecha que segue a trajectória obscura, 
fiel ao seu movimento, exacta em seu lugar...? 
Cecília Meireles

terça-feira, 14 de outubro de 2008

um ano passado, mas nunca esquecido

ao miguel...

"A UM AUSENTE Tenho razão de sentir saudade, tenho razão de te acusar. Houve um pacto implícito que rompeste e sem te despedires foste embora. Detonaste o pacto. Detonaste a vida geral, a comum aquiescência de viver e explorar os rumos de obscuridade sem prazo sem consulta sem provocação até o limite das folhas caídas na hora de cair. Antecipaste a hora. Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas. Que poderias ter feito de mais grave do que o ato sem continuação, o ato em si, o ato que não ousamos nem sabemos ousar porque depois dele não há nada? Tenho razão para sentir saudade de ti, de nossa convivência em falas camaradas, simples apertar de mãos, nem isso, voz modulando sílabas conhecidas e banais que eram sempre certeza e segurança. Sim, tenho saudades. Sim, acuso-te porque fizeste o não previsto nas leis da amizade e da natureza nem nos deixaste sequer o direito de indagar porque o fizeste, porque te foste" Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 30 de julho de 2008

always....

Jamais vou esquecer que viveste e fizeste parte de mim…. mas que partiste, pai, prefiro esquecer… Gostava apenas de ter tido oportunidade para dizer adeus, para um ultimo abraço (igual a tantos que não te dei, mas que senti como se tivessem tido lugar…) Gostava apenas de ter tido oportunidade de proferir as palavras “amo-te, pai!” (como nunca tive coragem de proferir…) Foi há 8 anos (e 10 dias!) que deixaste de existir num mundo onde não consigo existir sem ti… Saudades, pai… saudades para sempre… muitas…. tantas… e ontem lembrei-me... e chorei...

terça-feira, 1 de abril de 2008

acabou!!!

Quero, preciso gritar bem alto para acreditar que aconteceu! Quero abrir bem os olhos para ver que a realidade é esta…. Quero repetir vezes sem conta para não voltar atrás, para que o arrependimento e a vontade de dar mais uma oportunidade não se apoderem de mim… ACABOU!!!
Acabou o que há muito deveria já ter acabado! Acabou o que jamais deveria ter começado! Acabaram as noites em branco, os choros sem som, as lágrimas dentro de mim! Acabaram as desilusões, as esperas desesperantes! Acabaram os gritos suprimidos e a fraqueza que tem feito parte de mim! Acabaram os dias de felicidade, os momentos inesquecíveis de carinho, a partilha, o amor… comparados com o resto, não foram nada! Acabou porque tinha que acabar… aconteceu porque tinha que acontecer!
Adeus! Para sempre, adeus...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

pensamentos

'Tenho pena e não respondo. Mas não tenho culpa enfim De que em mim não correspondo Ao outro que amaste em mim. Cada um é muita gente. Para mim sou quem me penso, Para outros - cada um sente O que julga, e é um erro imenso. Ah, deixem-me sossegar. Não me sonhem nem me outrem. Se eu não me quero encontrar, Quererei que outros me encontrem?' F.P.

É exactamente assim que me tenho sentido ultimamente… Desiludo toda a gente… toda a gente me desilude…. Estou cansada da vida que estou a viver, das frustrações, das tristezas, das noites em que choro em silêncio, só para mim, no meu mais intimo, para ninguém poder ouvir-me… estou cansada de não ter vontade de ver ninguém, de ir a lado algum, de isolar-me porque é assim que me sinto bem… no conforto da minha casa, no cheiro que a caracteriza, nas janelas meio-fechadas para o mundo, na escuridão que a assombra… é lá que me sinto bem, com a pessoa que vive comigo, que habita em mim, com quem me conhece, me compreende e me aceita, sem questionar as razões do meu afastamento e isolamento…. Os outros, esses, questionam apenas o facto de não me verem, de eu não aparecer, de já não querer divertir-me…. SERÁ ASSIM TÃO COMPLICADO ENTENDER QUE NÃO QUERO DIVERTIR-ME PORQUE SIMPLESMENTE NÃO TENHO RAZÕES PARA TAL?! Deixem-me estar assim, como eu gosto de estar, como eu me sinto bem… não é por não ser vista que me esqueço de todos os que fazem parte de mim, de todos os que me são queridos… de todos os amigos intemporais! A minha presença (ou a falta dela) jamais será razão para uma amizade terminar, jamais! Se não querem entender, não entendam… mas deixem-me em paz! Deixem de questionar se estou bem, o que vocês fizeram de errado, o que eu fiz de errado…. Eu só quero estar sozinha! Apenas e somente isso! Nada mais, nada menos! Para quem me está a ler, desculpem as minhas palavras. Elas não são dirigidas a vocês, mas sim a quem está tão perto de mim… tão perto e cada vez mais longe… Cada vez sinto mais saudades daqueles tempos em que as responsabilidades não faziam parte da minha vida, da minha maneira de pensar, da minha forma de viver a vida! De quando em quando, sou assaltada por este síndrome de peter pan que não quer crescer, que deseja apenas voar para aquela terra que todos sabemos não existir, mas que todos desejamos que existisse…. Nesse tempo, não tinha preocupações, não tinha tristezas, não tinha desilusões nem frustrações… tinha apenas a esperança de poder vir a fazer diferença neste mundo que desprezo, de poder vir a ser alguém (como alguém sempre disse que eu seria…) e não sou! Não sou nada do que desejei ser! Não faço nada do que desejei fazer! Não vivo como sempre desejei viver! E o cansaço, o desespero e a tristeza, cada vez mais, apoderam-se de mim… Sorry…