É exactamente assim que me tenho sentido ultimamente…
Desiludo toda a gente… toda a gente me desilude….
Estou cansada da vida que estou a viver, das frustrações, das tristezas, das noites em que choro em silêncio, só para mim, no meu mais intimo, para ninguém poder ouvir-me… estou cansada de não ter vontade de ver ninguém, de ir a lado algum, de isolar-me porque é assim que me sinto bem… no conforto da minha casa, no cheiro que a caracteriza, nas janelas meio-fechadas para o mundo, na escuridão que a assombra… é lá que me sinto bem, com a pessoa que vive comigo, que habita em mim, com quem me conhece, me compreende e me aceita, sem questionar as razões do meu afastamento e isolamento…. Os outros, esses, questionam apenas o facto de não me verem, de eu não aparecer, de já não querer divertir-me…. SERÁ ASSIM TÃO COMPLICADO ENTENDER QUE NÃO QUERO DIVERTIR-ME PORQUE SIMPLESMENTE NÃO TENHO RAZÕES PARA TAL?! Deixem-me estar assim, como eu gosto de estar, como eu me sinto bem… não é por não ser vista que me esqueço de todos os que fazem parte de mim, de todos os que me são queridos… de todos os amigos intemporais! A minha presença (ou a falta dela) jamais será razão para uma amizade terminar, jamais! Se não querem entender, não entendam… mas deixem-me em paz! Deixem de questionar se estou bem, o que vocês fizeram de errado, o que eu fiz de errado…. Eu só quero estar sozinha! Apenas e somente isso! Nada mais, nada menos!
Para quem me está a ler, desculpem as minhas palavras. Elas não são dirigidas a vocês, mas sim a quem está tão perto de mim… tão perto e cada vez mais longe…
Cada vez sinto mais saudades daqueles tempos em que as responsabilidades não faziam parte da minha vida, da minha maneira de pensar, da minha forma de viver a vida! De quando em quando, sou assaltada por este síndrome de peter pan que não quer crescer, que deseja apenas voar para aquela terra que todos sabemos não existir, mas que todos desejamos que existisse…. Nesse tempo, não tinha preocupações, não tinha tristezas, não tinha desilusões nem frustrações… tinha apenas a esperança de poder vir a fazer diferença neste mundo que desprezo, de poder vir a ser alguém (como alguém sempre disse que eu seria…) e não sou! Não sou nada do que desejei ser! Não faço nada do que desejei fazer! Não vivo como sempre desejei viver! E o cansaço, o desespero e a tristeza, cada vez mais, apoderam-se de mim…
Sorry…
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
pensamentos
'Tenho pena e não respondo.
Mas não tenho culpa enfim
De que em mim não correspondo
Ao outro que amaste em mim.
Cada um é muita gente.
Para mim sou quem me penso,
Para outros - cada um sente
O que julga, e é um erro imenso.
Ah, deixem-me sossegar.
Não me sonhem nem me outrem.
Se eu não me quero encontrar,
Quererei que outros me encontrem?' F.P.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
sem nexo...
Gostava de ter a coragem, a força interior, o espírito livre para sair daqui, desta terra, deste país esquecido e usurpado por todos aqueles que detêm o poder sobre nós… abandonar tudo isto sem olhar para trás, sem sentir vontade de querer permanecer aqui… sem sentir saudades, sem sofrer por partir… mas (porque em todos os momentos da vida existe um injusto “mas”)… há demasiadas coisas, lembranças e pessoas que não me permito abandonar! Não são os amigos, porque esses, os únicos, verdadeiros e intemporais acompanham-nos para onde formos, em pensamento, em recordação… não me acho suficientemente forte para partir e dizer adeus à minha mãe… que ficará sozinha, já que as minhas irmãs decidiram seguir o seu rumo por outros caminhos… e orgulho-me delas por isso e não consigo seguir-lhes os passos… porque me sinto pertencente a esta terra, de alma e coração, de corpo e sentidos, de infância e futuro… de toda uma vida, breve, eu sei… mas de toda a minha existência! A minha mãe, cuja vida lhe roubou tanto, apesar de lhe ter dado bastante, a minha mãe faz parte de mim, de perto de mim… e não a imagino longe… aperta-me o peito imaginar que um dia poderei perdê-la… porque ninguém é eterno, ninguém resiste a todas as adversidades… ninguém pertence a este mundo terrestre para sempre… e no outro, como tantas vezes preciso de acreditar que existe, não nos recordamos do que fomos aqui, não partimos para reencontrar ninguém… não abandonamos o nosso corpo para depois sermos reconhecíveis… nesse mundo em que preciso acreditar deixamos de ser nós…
(já não me recordo da razão que me levou a escrever aqui hoje…)
Preciso sair daqui… por uns tempos… apenas por uns tempos… estou a morrer aqui… estou a deixar de ser eu…
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Encontrei no youtube excertos do filme da minha vida…
O filme que mais me marcou, que mais me tocou, a poesia, a perda, a descoberta, a união, o companheirismo, o tiranismo, as almas encobertas, presas que se soltaram através de uma alma livre!
A poesia tem esse efeito em mim… leva-me para longe, para tudo o que é irreal e que existe apenas no meu mais intimo…
É, sempre foi e será para sempre o filme da minha vida...
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
pensamento do dia
If you want to stay alive, live, and restart to enjoy living. you live as long as you like living...
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
boas festas... na alma e no corpo!
antes que o tempo corra demasiado depressa (como habitualmente acontece) e antes que me esqueça de alguém, quero desejar a todos os que aqui me visitam um Natal repleto de bons momentos, de união e, acima de tudo, de muita esperança!
beijinhos natalícios
Ana
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
l-o-v-e
Pouco mais de um ano passado, recordo o ano que findou… muito mudou… muito continua exactamente como estava, no mesmo lugar, como sempre deveria permanecer… como jamais deveria ser alterado, conspurcado, remexido… o amor é assim, por mais voltas que possa dar, por mais feridas que nos provoque, por mais sofrimento que nos cause… tem sempre AQUELA parte, aquela partícula, aquele fio condutor directo para as nuvens, para a felicidade que só nós conhecemos, só nós podemos descrever (sem, no entanto, conseguir!) …
É assim o amor e acredito que se assim não fosse, não teria o mesmo valor, não lhe daríamos a suprema importância que ele tão bem merece!
E é assim o amor, é assim que deveria ser para toda a gente! Porque a felicidade absoluta é absolutamente ilusória! A felicidade extrema acaba por morrer, por desvanecer… acaba por saturar… as discussões, a diferença de opiniões, os choques, as desilusões fazem parte dos verdadeiros amores… como o meu! É assim que aprendemos a conhecer o outro (e a nós próprios!), é assim que aprendemos a aceitar as diferenças e, sobretudo, é assim que aprendemos a respeitar…
Que o vosso novo ano seja repleto de bons momentos,
de bons amigos… de bons amores!
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
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