Quarta-feira, 7 de Março de 2012

Gozo os campos...

Gozo os campos sem reparar para eles.
Perguntas-me por que os gozo.
Porque os gozo, respondo.
Gozar uma flor é estar ao pé dela inconscientemente
E ter uma noção do seu perfume nas nossas idéias mais apagadas.
Quando reparo, não gozo: vejo.
Fecho os olhos, e o meu corpo, que está entre a erva,
Pertence inteiramente ao exterior de quem fecha os olhos
À dureza fresca da terra cheirosa e irregular;
E alguma cousa dos ruídos indistintos das cousas a existir,
E só uma sombra encarnada de luz me carrega levemente nas
órbitas,
E só um resto de vida ouve.
Alberto Caeiro

Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012

...após mais uns dias que passámos percorrendo trilhos de mão na mão, vislumbrando paisagens que nos marcarão para sempre, resolvi revisitar uma rubrica esquecida... escrita há alguns anos... e vou reinventá-la para nós...
Gosto (parte III)
Gosto de cada passeio em que nos perdemos no nosso mundo... gosto de sentir o calor da tua mão na minha e o teu braço pousado sobre os meus ombros sentindo-me protegida.... gosto de todos os pores-do-sol que vislumbramos com um brilho nos olhos... gosto de fazer planos contigo sonhando que amanhã será sempre um dia melhor... gosto que me segredes ao ouvido tudo aquilo que é só nosso, para mais ninguém poder usurpar dos nossos segredos... gosto dos sorrisos que me provocas e das gargalhadas sonoras que me fazes soltar sem qualquer vergonha.... gosto do teu cheiro que fica entranhado em mim depois de partires, para rapidamente regressares... gosto do te ver com o teu pijama que outrora foi meu... gosto que me mimes, que me apertes contra ti como se nada mais para além de nós existisse... gosto do teu olhar encantado quando olhas algo pela primeira vez ao meu lado... gosto de partilhar contigo o que sinto, o que penso... o que quero!... gosto de sentir os teus olhos postos em mim quando pensas que estou demasiado distraída para reparar... gosto de me enroscar em ti no sofá e adormecer encostada ao teu peito (e sentir que é o melhor lugar do mundo)... gosto de sentir que te preocupes comigo (apesar de jamais o ouvires da minha boca).... gosto dos nossos pequenos almoços que nos provocam demasiada preguiça para que a vontade de sair de casa se pronuncie... gostos dos nossos passeios, das nossas serras.... gosto de te fazer cócegas porque sei que ficas irritado... gosto que sejas tão mimado quanto eu... gosto de brincar contigo e sentir-me uma menina a quem ofereceram um brinquedo novo... gosto das tuas mensagens pela manhã... gosto que me tires fotografias e que me chames bonita (e sentir-me envergonhada)... gosto das tuas surpresas que me deixam sem palavras... GOSTO-TE!!!***
Não Gosto
Não gosto que me chames à atenção quando ajo de uma forma a que não estás habituado... não gosto de ver o teu olhar taciturno... e sentir que sentes saudades... não gosto que não confies em mim, depois de tudo aquilo por que já passámos... não gosto que saias de casa e deixes para trás uma pilha de loiça suja (eheheheh)... não gosto que demores uma eternidade a responder-me a mensagens que escrevo com o coração... não gosto de sentir-te observar as rugas que o tempo deixou marcado no meu rosto... tu também as tens, também as terás... não gosto que não gostes que brinque contigo da mesma forma que brincas comigo... não gosto que me digas o que estás a pensar no momento (porque é o que realmente queres) e que no minuto seguinte te arrependas... sonhar não é pecado!... não gosto de passar muito tempo sem sentir o teu abraço... e como faltam poucas horas para voltar a senti-lo... vou fechar os olhos... para não deixar de gostar do tempo!
...e tempo é coisa que não nos falta, meu Amor! Até já... nos teus braços***

Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

...

... no caderno rabiscado que me ofereceste, cheio de páginas em branco para eu preencher com os meus devaneios soltos, escrevo o que sinto... por nós! As nossas coisas boas, os nossos momentos, o meu passado atribulado até teres aparecido na minha vida... é o meu livro feliz! Este é O MEU LIVRO!!!! O meu livro antigo, as minhas páginas soltas de desabafos por entre uma vida recheada de dias que fizeram de mim o que sou... aqui sou feliz... às vezes! Outras, nem tanto... e hoje (como ontem) surge a necessidade sufocante de escrever, de gritar comigo, de praguejar, de arrancar cabelos... de chorar!!!!! E não choro... e não grito... e não reclamo com ninguém! Cinjo-me a este espacinho minúsculo onde passo o meus dias a ver a vida passar por mim sem ter nada para me oferecer!
...e hoje acordei triste... por tudo... por nada! Porque quero aceitar e entender... mas não aceito nem entendo! E respeito... respeito sempre! Entenderia se em vez de silêncio me desses respostas que me sossegassem a alma! E hoje acordei triste.... porque se num instante tudo faz sentido... imediatamente o perde! Quero ser feliz... acho que no fim de tanto, de tudo o que passei... mereço! Ou talvez alguém que desconheço me tenha traçado o destino assim... incerto...
Não quero sentir-me cansada... não mais! Não quero escrever palavras que me ferem a cada bater do teclado, a cada pulsar de coração à medida que fluem para o ecrã que me cega... e os olhos ficam turvos... e só tenho vontade de fechá-los... e esconder-me assim... sem ver ninguém, sem ouvir qualquer som que possa interferir com os meus pensamentos... escondida no escuro... sozinha... e falar de mim para mim... e a esquecer tudo o que me magoa...
...e hoje acordei triste...

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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011

Um ano depois...

Memórias que ficaram guardadas nas nossas máquinas... na nossa memória... na minha alma que te pertence... na tua alma que sinto tão minha... num livro para qualquer transeunte poder ler... e ser testemunho de um amor como o nosso... tão real!
É tudo tão certo!**

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Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

Believing...

Voltei a acreditar que poderíamos ser felizes... com tudo o que aconteceu... com todas as tentativas, promessas, desilusões, esperanças... voltei a ser tua... como sempre senti que nunca deixaste de ser meu... sei que o tempo resolve tudo ou, pelo, menos, deveria resolver... sinto-te comigo em cada momento dos meus dias, em cada música que ouço no carro enquanto atravesso o vento... em cada lugar que visito sem te ter ao meu lado... em cada poema que reencontro ou descubro sem sentir a tua voz ao meu ouvido a pronunciar as letras de cada verso... sinto-te tanto! sinto-te sempre! E o medo de te perder voltou a assombrar-me... porque os fantasmas que pensavas adormecidos acordaram... e tiraram-te a paz e a felicidade tão presentes desde a última vez em que decidimos voltar a dar-nos...
não desistas... não queiras voltar a perder-me... não voltes a dizer-me "adeus"... as despedidas ferem-me... e tiram-me um pedacinho da alegria por que te apaixonaste de cada vez que acontecem... o nosso "adeus", se acontecer, vai ser eterno...
Estou exausta de viver assim... com medo do que o amanhã me possa trazer....

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"Serás para mim único no mundo e eu serei para ti única no mundo"

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Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011

Uma imagem vale mais que mil palavras... o silêncio também! e ontem, sem ter sido necessário proferir quaisquer palavras, disse-te tudo o que me cansei de constantemente repetir! cessaram as forças de te puxar para mim, de ripostar, de contrariar aquilo que já há muito decidiste, mais uma vez, sem coragem para admitir... e disse-te adeus por entre as lágrimas que secaram dentro de mim... e fechaste a porta atrás de ti, olhaste para trás e já não me permiti sentir coisa alguma! há muito que nos perdemos e ambos nos forçámos a alimentar o conto de fadas que neste mundo jamais pôde subsistir! ontem sim, finalmente, senti que foi de vez... não à terceira, mas à quinta! o amor é assim mesmo, por mais que outros nos repitam vezes sem conta que já chega, o "basta!" tem de partir de nós... apenas e somente de nós! porque somos nós que vivemos, que sentimos, que partilhamos, que queremos acreditar... e deixei de crer... e deixarei de sentir... e deixarei de partilhar e viver... contigo... para ti! voltei a ser só minha e é em mim que tenho de pensar... apenas e somente em mim!
Gosto-te... gostar-te-ei sempre... guardar-te-ei sempre em mim!*
ADEUS!

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Segunda-feira, 18 de Abril de 2011

pictures of us...

A distância torna-se irreal quando existem sentimentos suficientemente fortes para unir quem se sente longe... estás sempre comigo!***

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Segunda-feira, 28 de Março de 2011

até...

"Será que escrevo mesmo! Ou penso que escrevo!... Será que alguém escreve sobre mim! E muda o "guião" consoante o estado de espírito em que se encontra! Sinto-me manipulado por um executivo qualquer que depois de chegar a casa do seu enfadonho emprego das 9 ás 5, abre a página do seu blog, e me reinventa e destrói...no teclado desta coisa virtual a que chamo de vida..." Carlos Pimentel ....
é assim que também te sentes, não é? também eu.... devido às tuas constantes indecisões....deixei de viver um dia de cada vez (como me forcei a viver há muito tempo) e tenho vivido expectante do dia seguinte...da semana seguinte...do mês que não vejo chegar....porque já esperava por isto desde o dia em que me disseste "deixa-me tentar de novo....de vez com toda a nossa força"! força...que sempre tive...que nunca tiveste...que no fundo eu sempre soube que jamais irias ter! e....desisto! desisto aqui de tudo! desisto porque não posso, não quero e não vou sofrer mais! estou a adiar a minha vida por alguém que deixou de saber viver....e podíamos ter vivido tanto! e chega! e basta! não aguento mais! prometeste que não voltarias a magoar-me...e magoaste....e eu prometi que desta vez não iria ser tão compreensiva...e não vou ser! porque já compreendi e aceitei demasiado! porque compreendi e aceitei todos os teus ciúmes ridículos, todas as tuas incertezas, todos os teus momentos de reflexão...de introspecção...de saudosismo...todas as tuas vacilações....e mesmo em todos esses momentos, queria apenas aproveitar cada pedacinho de tempo que me dedicavas....nesses momentos, queria apenas absorver-te e tentar acreditar que eras só meu, como te sentia quando nos dedicavamos sinceramente em cada toque, em cada gesto, em cada palavra, em cada olhar....mas nunca foste meu...nunca foste dela...nunca foste sinceramente teu! precisas limpar-te, sim! mas da vida! não de ninguém!!!! precisas encontrar respostas....SOZINHO! sem medo do amanhã....porque o amanhã, o incerto amanhã só será o que fizermos dele! e digo-te adeus, sim....digo-te adeus com todo o amor que sinto....com todas as lembranças de todos os momentos em que fomos um do outro...antes que te odeie por todos os momentos que me prometes sempre inconscientemente (porque sempre falamos com o coração) e que jamais terás coragem para pôr em prática! e digo-te adeus! não até já...não até sempre....porque o sempre é demasiado longínquo...porque os 15 minutos antes do sempre acabar não existem! o que existe...somos nós e tudo o que nos envolve! e nós, meu amor....não podemos existir neste mundo! nunca pudemos e andámos a brincar a casinhas que jamais serão nossas....vais viver sempre dentro de mim....vais existir sempre como o grande amor que não permitiste ser vivido em pleno....e não vou mudar com tudo isto....não vou deixar de sorrir, não vou voltar a fechar o meu coração para o mundo...e agradeço-te por me teres feito voltar a acreditar que tenho tanto para dar....e darei! PROMETO que darei tanto de mim como aprendi a dar-te....
amar-te-ei para todo o sempre....
sê feliz!!!!****

Quarta-feira, 23 de Março de 2011

O Amor é o Amor

O amor é o amor — e depois?! Vamos ficar os dois a imaginar, a imaginar?... O meu peito contra o teu peito, cortando o mar, cortando o ar. Num leito há todo o espaço para amar! *Na nossa carne estamos sem destino, sem medo, sem pudor e trocamos — somos um? somos dois? espírito e calor! O amor é o amor — e depois? Alexandre O'Neill, in 'Abandono Vigiado'

Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

para ti...MEU AMOR!

Mais de um ano passou sem sentir necessidade de transcrever os reflexos da minha alma... porque estava morta...porque nada fazia sentido... porque ao longo do caminho da minha existência deixei de encontrar motivos que me fizessem esboçar um sorriso... daqueles sinceros... sentidos... que fazem transparecer toda a felicidade que nos inunda o coração... até os nossos caminhos se terem cruzado... e passares a fazer parte de mim... jamais tinha posto a hipótese de voltar a abrir o meu coração, o meu coração magoado, a minha alma danificada... o meu ser conspurcado por todas as lágrimas derramadas e todas as desilusões sentidas ao longo da minha vida... mas, sem o saber, continuava viva... para o mundo... para o sol... para a lua... para ti! Apareceste do nada... qual peter pan de história encantada que nos faz ter vontade de sonhar, de nos agarrar de corpo e alma a uma vida que sentíamos perdida... tu és assim, meu amor, minha alma gémea... quem me faz acordar de sorriso largo... quem me abraça e me faz sentir protegida... quem me olhou a primeira vez iluminada pela lua e sentiu...sentiu o que eu senti! E voltei a acreditar que o amor é mágico... que é possível voltar a sentir como sinto, como sentimos, meu amoR! Como nos entregámos, sem promessas, sem ilusões, sem pressas, sem pedir nada em troca... apenas a retribuição do que partilhávamos no nosso mundo... nas quatro paredes que sempre nos protegeram... nos segredos que aí permanecem... nos cheiros que não desaparecem... nos sentimentos que não sinto esvanecer... porque crescem e se tornam mais poderosos e sinceros a cada dia em que nos damos um pouco mais... com tempo... sem demoras... a cada abraço interminável em que somos apenas um do outro... de mais ninguém... a cada palavra que trocamos na “nossa casa”... onde tudo começou... a cada “gosto-te” que jamais me cansarei de proferir... e um dia dissemos até sempre... iluminados pela mesma lua que nos apresentou... protegidos pela mesma árvore que nos abrigou... sentados no mesmo banco em que, timidamente, nos aproximámos... onde o nosso amor ficou gravado... para sempre... e foi mais forte, mais forte que a vida... mais forte que nós... e voltámos a ser um do outro... porque um amor assim, meu amor, não pode desaparecer tão cruelmente... não estaríamos a fazer justiça ao AMOR se deixássemos de fazer parte da vida um do outro... e sinto... em mim... e sinto... em ti... que não morreremos... que não deixaremos de nos amar.. porque lutámos... porque não desistimos... e sinto... e quero...e espero... um dia... poder acordar ao teu lado... com os teus olhos postos nos meus... envolvida pelo teu abraço que me aquece a alma... e dizer que te amo... com toda a sinceridade que transborda do meu coração... desde o dia em que começámos a nossa história de amor...

nós não existimos neste mundo... nós existimos na eternidade... na eternidade um do outro... * soulmates never die *

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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

...

saudades de ter inspiração para escrever... não falo... não escrevo... não sonho... não imagino... não vivo!

Segunda-feira, 30 de Março de 2009

o tempo passa... e como...

Faltam 3 dias… apenas e somente 3 dias para fazer 30 anos… dito assim parece ser uma coisa terrível! E para mim é-o! Sempre foi! Sempre foi um pesadelo acrescentar mais uma cruz no calendário da minha vida, da minha existência que rotulo de sem sentido, de incompleta porque sempre deixei tantas coisas inacabadas, tantos momentos por viver… sempre tive medo de me aventurar, de arriscar, de me atirar de cabeça para o desconhecido e agora, agora que tudo aquilo que deixei de viver não pode ser mais vivido, é que me arrependo. Agora é que me vejo a olhar para trás com mágoa, com arrependimento de nunca ter tido coragem para viver o que queria viver a seu tempo. Esses momentos não têm mais volta, não teriam o mesmo significado se pudesse vivê-los agora. Olho para a minha vida presente e sinto que não tenho nada… estou sozinha nas quatro paredes que decorei para nós… estou só na vida que construí contigo… estou perdida em lembranças que jamais te irão trazer de volta… porque assim o quis, porque decidi pôr um ponto final em tudo, na nossa vida, na nossa história… Agora sofro por outros caminhos, por um passado que voltou a assombrar-me… por lembranças em que mexeste… porque sabes que mexes sempre comigo, nos breves momentos que passamos juntos, nas poucas palavras que proferimos, nos imensos olhares que trocamos… mas eu digo sempre que não… tenho medo de ti… tenho pavor de mim quando estou contigo… tenho receio de não ser perfeita, de te desapontar… e és sempre tu quem me desaponta… és sempre tu que partes sem olhar para trás, sem nada… apenas porque não sou tua quando tu queres… apenas porque já não me conheces e insistes em dizer que eu não mudei… e mudei! Mudei tanto, meu amor! Mudei para pior, muito pior! Agora tenho medo, vivo rodeada de medos, medos que não consigo combater porque já caí tantas vezes, já me magoei tanto que julgo não ser capaz de aguentar mais dor… já sofri tanto que não consigo confiar em mais ninguém… muito menos em ti, que sempre foste tão teu, teu egocêntrico, tão independente! Sim! Tu sempre tiveste medo de te entregar, não um medo igual ao meu… mas o pensamento de que um dia poderás ser apenas de uma pessoa, aterroriza-te, deixa-te em pânico… conheço-te tão bem… tão bem que preferia não te conhecer… Até qualquer dia… depois dos 30, provavelmente…
“Não tenho medo de morrer… tenho pena de deixar de viver.” N. Breyner

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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

HAPPY 2009!!!!

Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

até quando...

Até quando terás, minha alma, esta doçura, este dom de sofrer, este poder de amar, a força de estar sempre – insegura – segura como a flecha que segue a trajectória obscura, fiel ao seu movimento, exacta em seu lugar...? Cecília Meireles

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